Posts com Tag ‘aula’

Eu durante a minha aula de Muay Thai. Observe o uniforme.

Eu com o uniforme do Muay Thai.

Vou começar este post aqui no Muay Thai Mulher fazendo de cara uma confissão: adoro treinar no saco de areia. Principalmente, quando estou cansada, por que posso dosar meu ritmo sem prejudicar ninguém. Além disso, posso dedicar minha atenção a alguns movimentos que acho que devem ser aprimorados.

Dito isso, explico o porquê do tema: semana passada, como acontece quase sempre, recebemos mais alunas novas na turma. Ao chegarem, óbvio, elas (ou eles) merecem toda a atenção do meu Mestre, que ensina os princípios e movimentos básicos do Muay Thai, enfatizando a posição dos pés, quadris, como socar etc. Às vezes, quando a sala está muito cheia e ele precisa voltar sua atenção para outros alunos, me pede para ajudar e eu treino com os mais novos. Coisa que, aliás, adoro!

Tive a oportunidade, então, de treinar no saco com duas alunas: uma mais antiga e outra mais nova e durante o treinamento pude passar para ambas a importância de usar este equipamento. A aluna mais nova, claro, parecia ter medo do aparelho e eu a incentivava a socar corretamente com mais força ‘por que o saco não reclama’, dizia para ela.

Eis aí a primeira finalidade do saco de areia: tirar o medo do golpe. Nele você pode testar sua precisão, avaliar sua potência e bater o mais forte que puder. Alivia a tensão, certamente, mas vai dar a você uma consciência corporal, além de mostrar quais socos são mais fortes e quais ainda têm que ser aprimorados.

Pude mostrar a essa aluna também, com calma, as posições e os movimentos corretos para os pisões e para os socos, repetindo cada um e mostrando como o saco respondia quando a execução era certa e quando era errada.

Já a outra aluna mais antiga logo foi me perguntando qual a finalidade de treinar no saco de areia. Percebi que muita gente não entende a necessidade desta atividade e me propus a falar sobre o assunto para ela e no Muay Thai Mulher. E o que expliquei foi que este treino faz você:

– Ter noção da sua potência (como havia falado para a outra aluna);
– Corrigir seus movimentos;
– Treinar velocidade junto com a força;
– Treinar o ‘timing’ das sequêcias dos golpes, especialmente se não há ninguém segurando. O saco de areia vai responder a intensidade dos seus socos, chutes e pisões retornando para você, nessa hora seu objetivo será encontrar a hora certa de entrar e sair e de retomar o ataque;
– Treinar em rounds, ajudando no seu condicionamento aeróbico e ensinando controlar o seu ‘gás’.

Ah! Lembre-se das ataduras e das luvas, seja a específica para o saco de areia ou a de luta mesmo. Evite ferir seus dedos pois, geralmente, a couraça do saco (dependendo do seu peso) pode machucar.

Assim, se você nunca treinou ou se não gosta de usar o saco de areia, pense duas vezes antes de implorar ao seu professor para não fazê-lo. Tente uma vez e tenho certeza de que vai gostar. Além de aliviar seu estresse (sempre dou a dica para pensar naquela pessoa que te estressou muito durante o dia. Imaginar que ela está ali e descontar no saco, claro) é um exercício ótimo sob todos os aspectos.

Você gosta de treinar no saco de areia? Qual o seu treinamento preferido? Conte aqui no Muay Thai Mulher, de repente é um dos meus também!

Anúncios

Sei que no último post, prometi a vocês que faria uma série abordando as verdades e as mentiras sobre esta querida e nobre arte marcial. Podem ficar tranquilas leitoras do Muay Thai Mulher: cumprirei minha promessa. Mas neste post, peço licença a vocês pois preciso fazer um registro. Não, mais do que isso, preciso fazer um agradecimento. Espero também que possa ser mais um incentivo.

Não é segredo para ninguém e eu já relatei isso aqui mesmo no blog – faço mea culpa – que eu não tinha uma luva de Muay Thai. Quando comecei a praticar, lá em 2001, não tinha a intenção e nem pensava em um dia chegar tão longe. Meu interesse era fazer um esporte, uma luta que me estimulasse e me desse um bom condicionamento. Só que eu fui fazendo, fui passando nos exames… e cheguei até a preta 9 anos depois de ter começado.

Já é do meu temperamento ser disciplinada e obedecer hierarquia. No Muay Thai, como em qualquer arte marcial (e na vida deveria ser assim também), estes valores têm muita importância, pois ensinam o respeito aos mais velhos, ao seu oponente e aquele que é mais forte ou mais fraco que você. Nunca treinei sem uniforme, nunca treinei sem atadura e, depois que comprei, nunca mais treinei sem o protetor bucal. Porém, sempre falhei em uma coisa: não tinha luva.

Explico: estavam fora do meu orçamento. Eu trabalho desde os meus 19 anos e a partir do meu primeiro salário, ainda como estagiária, sempre ajudei meus pais nas despesas da minha casa. Com o passar do tempo, por óbvio, fui ajudando mais; ou seja, meu salário sempre foi suficiente para passar o mês e cometer, em raros momentos, algumas extravagâncias. Assim, ia adiando… adiando… e nunca sobrava para comprar a luva.

No início deste ano fiquei desempregada e as voltas com todas aquelas dúvidas que a gente tem quando isso acontece, mas – graças a Deus – este problema durou pouco tempo. Entretanto, meu salário no meu novo emprego também não me permite despesas fora do necessário. Meu mestre, que não tem nada a ver com isso (claro!), sempre me cobrou este único deslize.

Minha luva do MMA.

Minha luva do MMA.

Meu irmão que, como vocês sabem, é preparador físico e trabalhou muito tempo com o American Top Team e, tentando sanar meu problema, me deu uma luva oficial de MMA, aquela em que os dedos ficam de fora. Adoro treinar com elas. São leves e você sente bem o soco. Mas não são luvas de Muay Thai. Por isso, volta e meia, quando o treino é de sombra, ou algo assim, tinha que usar uma da sala, o que nem sempre é agradável. Além de ser um material usado por outras pessoas, o tamanho pode não ser adequado para sua mão, o que vai tornar sua luta um tanto insegura.

Claro que ficava desconfortável nessa hora e com um peso enorme na consciência, que apenas fazia aumentar com as graduações que conquistava. Mas é aqui que a história fica bonita:

Nesta última quinta-feira, ao chegar na academia, encontrei – como de costume – meu mestre na sala de musculação. Depois de trocarmos aquele alô, ele virou-se para mim e disse: ‘Tenho um presente pra você’. Na hora, pensei que fosse alguma ironia com algo que aconteceria mais tarde na aula. Algo como: ‘Surpresa!Você vai dar aula hoje’ ou ‘Hoje, vamos fazer só luva…’ essas coisas. Só que não foi nada disso…

Quando entrei no tatame, atrasada (pois essa é uma ligeira concessão que meus anos de treino me permitem) fui encher minha garrafa d’água, colocar minha atadura e fazer meu breve aquecimento (já que venho direto da musculação). De repente, ele chegou do meu lado com um saco na mão (onde estava o par de luvas) e disse: ‘Presente pra você!’. Eu fiquei assustada e com cara de boba, sem saber bem o que falar e apenas perguntei ‘Por quê?’ e ele respondeu: ‘Por você ser uma excelente aluna’. Vocês não têm ideia do que eu senti. Fiquei emocionada e, confesso pra vocês aqui no Muay Thai Mulher, muito orgulhosa de mim.

Minha luva. Presente do meu mestre.

Minha luva. Presente do meu mestre.

Meu mestre, Alessandro Souza, estava reconhecendo meu esforço e a minha dedicação. Foi um prêmio, muito, muito maior do que a luva. Naquela hora, pensei no meu começo e em todas as vezes que pensei em desistir ou quando ia fazer aula mesmo muito cansada, mas firme no compromisso de continuar. Fiquei tocada, agradecida e tive a vitoriosa sensação de que tudo valeu (vale) a pena.

Portanto meu conselho: não desista. Aguente firme e prossiga. Mesmo quando achar que não vai dar. No final, saber que você conseguiu faz toda a diferença. Não tanto para os outros, mas para você mesma!

E você? O que te motiva ou desanima? Divida conosco aqui no Muay Thai Mulher. Sua experiência pode ajudar a outras pessoas.

Tenho recebido muitos comentários de mulheres que estão começando ou ainda querendo começar no Muay Thai, mas que carregam muitas dúvidas sobre esta arte marcial. Devido a uma visão ainda carregada de uma ideia de violência e de um certo preconceito sobre como fica a mulher que pratica o Muay Thai (vide o post anterior que trata do assunto), muitas – ainda que estejam morrendo de vontade de fazer uma aula – acabam tão preocupadas com essas coisas, que desistem antes de começar.

Por isso, o blog Muay Thai Mulher vai fazer alguns posts tratando das verdades e das mentiras sobre o Muay Thai. Aquela dúvida, aquele receio, aquele detalhe que te impede de dar o último passo e fazer uma aula, deixe como comentário no blog que eu vou tentar te dar uma orientação e, se eu não souber, vou procurar alguém que possa ajudar.

Agora, vou falar sobre dois comentários que exemplificam algumas dessas dúvidas.

O primeiro deles diz respeito a calejamento. Uma das leitoras do Muay Thai Mulher quis saber se a mão e outras partes do corpo ficam calejadas com a prática. O que posso dizer é que isso depende.

Será verdade se você estiver voltada para competição. Devido a intensidade do treinamento e a força que você irá impor nos golpes, sim. Será possível que os nós dos seus dedos, seus cotovelos, canela e até pés, possam ficar muito mais grossos e, portanto, apareçam calos ali.

Mas, isto será mentira, se a sua finalidade for apenas praticar o Muay Thai como uma atividade física, para enrijecer o corpo, tonificar e definir os músculos. Sua pele poderá ficar um pouco áspera, mas nada que se possa chamar de calejamento. Pode continuar a usar seus cremes e hidratantes nas mesmas quantidades. Não será necessário gastar um pote deles a cada aula. Se este for o seu medo, pode esquecê-lo e tratar de se encaminhar para o tatame mais próximo de você.

A outra dúvida abordava um assunto que já tratei aqui, lá no comecinho do blog, sobre as ataduras, se a elástica era melhor do que a bandagem que se compra na farmácia.

A resposta aqui é a mesma que a da dúvida anterior: depende. A sua adaptação é que vai dizer qual a que você deve usar. Alguns lutadores usam a de elástico para treinar apenas e na competição usam as bandagens, ou vice versa. Já outros usam as duas para as duas coisas. Eu posso dizer por mim: eu gosto mais da que vende na farmácia. Ela é perecível, ok. Tem uma vida curta, mas para mim, ela é melhor. Consigo sentir melhor meu punho e, por consequência, meu soco. Para que elas durem mais, ao final de cada aula, quando chego em casa, as desenrolo e as deixo penduradas para que sequem e não mofem.

Já as de elástico ou as de pano precisam de uma manutenção maior. É certo que elas vão durar mais, porém você deve lavá-las ao final de cada aula e  deixá-las secando, já que o suor será absorvido por elas. Esquecê-las dentro de sua bolsa após uma aula vai deixá-las com um cheiro ruim. Para usar na aula, elas ficam desenrolando das mãos se você não as colocar corretamente, porém a vantagem é que o velcro facilita na hora de fechar.

Ou seja, depende do que você preferir.

Então, essas foram só duas das dúvidas que recebi aqui no blog. Vocês podem continuar mandando seus comentários. Os próximos posts serão dedicados a esclarecer essas questões. Estou esperando, hein!?

Antes de mais nada, quero pedir desculpas pela ausência de novos posts esses dias. Trabalho, problemas com a internet… enfim, algumas coisinhas que me afastaram um pouquinho daqui. Em compensação, trago algumas novidades sobre a programação do Muay Thai, principalmente, para quem é do Rio.

Para começar, quero agradecer ao mestre Vitor Miranda, que dá aulas na Academia Delfim, pelo comentário e pelo convite. Com certeza, eu vou aparecer, hein! Aliás, como já tinha indicado aqui, a Escola de Boxe Delfim fica na Rua Pereira de Siqueira, 45. Tijuca. Rio de Janeiro
Horários: Seg/Qua/Sex: 7:00, 8:00, 16:00, 19:00, 20:00 (as 20:00, aula somente meninas).
Ter/Qui: 7:00, 8:00, 17:00, 20:00 – Lá tem outras lutas também como Boxe e Jiu Jitsu.

IV etapa do Campeonato Estadual de Muay Thai

IV etapa do Campeonato Estadual de Muay Thai

Passando da teoria para a prática. Neste sábado, vai rolar no Clube Vila, em Vila Isabel, a partir das 10 horas da manhã a quarta etapa do campeonato estadual de Muay Thai, promovido pela Liga Carioca de Muay Thai. O evento terá mais de 60 lutas, masculinas e femininas; além de apresentações, apenas de exibição, de lutas infantis. O Clube Vila fica na Rua Vinte e oito de Setembro, 160, em Vila Isabel. Estou me programando para aparecer por lá para cobrir o evento para o Muay Thai Mulher e fazer um post bem bacana para aqueles que não puderem comparecer. Se não aparecer nenhum imprevisto, estarei lá na parte da manhã, já que o evento deve se estender até o final da tarde.

Outra dica legal é no programa ‘Sensei Sportv’. Mais uma vez, o Muay Thai e seus famosos praticantes são o alvo da matéria. Dessa vez, a reportagem vai mostrar a rotina da atriz e apresentadora Fernanda Pontes e de seu marido, o produtor Diogo Boni, nos treinos diários com o professor Airton Senna. O programa vai ao ar no Sportv, na madrugada de sábado para domingo, a meia-noite.

Então, programe-se!

Se está rolando algum evento na sua cidade, divulgue aqui! Se você for ao evento no sábado, comente aqui o que achou.

Muito legal a participação de vocês. Continuo recebendo indicações de academias de Muay Thai. Então, aqui vão as mais recentes da lista do Muay Thai Mulher:

Aliás, esqueci de falar de onde eu treino. Perdoem esta falha. Vou corrigí-la agora, começando essa segunda lista pela minha academia:

Academia Universo Altético, Rua São Clemente 155, Botafogo. Rio de Janeiro.
Meu mestre é o Alessandro Souza, e as aulas são de segunda à sexta. Segundas, quartas e sextas, de 19h30min às 20h30min  e as terças e quintas, das 19h às 20h30min.

– A Fabiana de São Paulo treina na academia Combat Sports, completou a informação. A academia fica na Av. Ipiranga. São Paulo capital. É próximo ao metrô República. Ela treina com o mestre Gilmar China que, segundo ela, é muito bom.

– A Hanna, de Santa Catarina,  cita quatro academias em Florianópolis:
-> Raccer, em Trindade;
-> Boxe Thai, no Centro (aulas com o Mestre Peu);
-> Wado-Kan, também no Centro (aulas com Gabriel ou Josué). Aqui, a Hanna deixa sua opinião “Já fiz aula na wado kan, é muito bom o treino lá. O professor não quer nem saber se é iniciante, exige da mesma forma que os outros. Mas é muito bom.”
-> Sest/Senat, no Jardim Atlântico (aulas com Monalisa ou Leonardo). Show, Hanna! Valeu!

– A Andrielli Paes, do Mato Grosso do Sul, indica a Octagon Fight, em Campo Grande, MS. As aulas são com o mestre Michel Igenho.

– A Graça, de São Paulo, indica a academia é Gutty Flex, que fica na Av. João de Andrade, 1671, 2º andar, Jardim Santo Antônio, Osaco, São Paulo. Para quem quiser mais informações, ela deixou o telefone (19) 3592. – 2674. As Aulas são de manhã, à tarde e à noite; às 2a. 4a. e 6a. com Professor Wagner Silva da Equipe Tadeu San Martino.

A todos vocês que já mandaram suas indicações para o Muay Thai Mulher meu muito obrigado. Espero mais academias para que a gente vá aumentando nossa lista!

Você está lendo este post e também treina Muay Thai? Fale com a gente sobre sua academia. Estou esperando!

Antes de mais nada, quero agradecer ao pessoal que já fez comentários deixando informações sobre as academias em que praticam o Muay Thai. Então, como prometido, vou começar a postar o que estou recebendo.

Vamos lá, então:

– A Fabiana de São Paulo treina na academia Combat Sports. Segundo ela, uma das melhores no quesito artes marciais. Fabiana, só faltou você dizer se é São Paulo capital e qual o bairro.

– O Emerson Cordeiro, também de São Paulo, indicou a academia de Lutas Gracie Butantã, da tradicional família Gracie. Segundo o comentário do Emerson aqui no Muay Thai Mulher, “as aulas de Muay Thai são lotadas de mulher, média de 8 a 10 por treino em dias de semana. Todas podem fazer uma aula grátis para experimentar e são muito bem recebidas pelos professores Thiago “Beowolf” e Gilmar “China” Sales”. Fica aí  a dica! Aliás, valeu pelas palavras Emerson! Que bom que você curtiu o blog.

– A Fernanda Araújo conta que é deficiente auditiva (tá aí outro incentivo pra você que acha que não dá. Siga o exemplo da Nanda!) e que pratica na Academia Champions Factory, no Rio de Janeiro (com duas filiais: Copacabana e Barra da Tijuca). Ela treina com o Mestre Artur Mariano. A Fernanda diz que “a filial de Copacabana tem horários voltados para mulheres praticarem (terça e quinta das 19h até 20h). É muito bacana e lá faz novas amizades e de vez em quando, rolam churrascos com a turma.”

– O grande Mestre Guilherme Bringel também deixou seu recado. Ele dá aulas na academia Four Fitness, na Rua das Laranjeiras 82, em Laranjeiras.

Esses são só os primeiros. Você também pode compartilhar com a gente informações sobre sua academia. Estou contando com a sua participação!

Quando comecei a escrever este blog, logo me pediram para fazer um post sobre academias de Muay Thai e, principalmente, as que ofereciam aulas experimentais. Aí, fui buscar a informação. Porém, com o passar do tempo, passei a receber vários comentários de outros lugares do país e veio a constatação: não é justo fazer indicações de academias apenas no Rio de Janeiro. Então, tive uma idéia:

Quero fazer uma proposta para meus leitores do Muay Thai Mulher. Quero fazer um post em conjunto com vocês. Indiquem os seus locais de treinamento. Falem dos seus mestres. Vocês têm amigos que treinam em outras academias? Conte pra mim também.

Poderia fazer a minha lista aqui das academias cariocas: Universo Atlético, em Botafogo; o ClubSix, na Tijuca, a tradicional Delfim, e outras… Mas todas no Rio. Por isso, eu penso que seja legal contar com a sua colaboração para a gente fazer uma relação bacana de locais de treinamento e de opiniões para servir, quem sabe?, de referência para quem está querendo começar. Você do Rio de Janeiro pode colaborar também. Claro! Mas quero a participação de todo mundo!

Deixe seu comentário com as informações, eu monto o post e publico aqui no Muay Thai Mulher. Vamos lá, hein?! Espero sua participação!

A cada dia que passa eu constato que o Muay Thai, de fato, chegou para ficar no universo das atividades físicas para mulheres. Seja na mídia ou mesmo vendo o movimento nas academias, a participação das mulheres nas aulas de luta é um movimento que não parece ter volta. Nós descobrimos os benefícios que esses exercícios podem trazer e viemos para ficar.

Quando comecei a praticar Muay Thai, lá pelo distante ano de 2001, como já disse aqui, assustava as pessoas ao dizer que fazia Boxe Tailandês. Perguntavam se eu não me machucava muito, se não tinha medo, se não ficava roxa. Essas coisas esteriotipadas que as pessoas tendem a perguntar quando não conhecem um assunto. Mas o tempo passa. Atualmente, ao dizer que faço as aulas, sempre encontro alguém querendo detalhes, dizendo que tem vontade de fazer ou mesmo que diz: ‘Eu faço também!’.

Por isso, hoje, eu trago mais um depoimento para mostrar isso que estou descrevendo para vocês. Quem vai contar a sua experiência com o Muay Thai é a Eliane Peixoto, produtora do Programa Show do Antonio Carlos, que trabalha comigo lá na Rádio Globo. Conversávamos casualmente, quando comentei que praticava e ela disse: ‘Eu também!”. Então, tá aí, mais uma a provar a febre que o Muay Thai é para mulheres.

Muay Thai Mulher: Há quanto tempo e onde você faz as aulas de Muay Thai?
Eliane Peixoto: Faço há 03 meses, na Academia ProFit, no Centro, com o mestre Wilson.

MTM:  Como você descobriu o Muay Thai?
E.P: Por curiosidade. Estava na academia fazendo ginástica localizada e resolvi assistir uma aula de Muay Thai para ver qual era, já que eu nunca tinha visto/assistido esse tipo de luta. Fiquei encantada. Participei da primeira aula de curiosidade. A partir daquela data, desisti das aulas de ginástica localizada e montei uma nova grade na academia, onde só tem  Muay Thai.

MTM: O que te motivou a começar as aulas?
E.P.: Foi paixão pelo mestre. Um cara centrado e de muita luz. Ele aplica as aulas com amor, sem discriminação entre homem e mulher, mas sabendo que nós, meninas, somos sexo frágil, sim.

MTM:  O que você mais gosta no treinamento?
E.P.: A forma respeitosa que a luta é feita. Homens e mulheres se misturam num ritmo de aprendizagem/defesa e não de luta/briga.

MTM:  O que o Muay Thai fez por você? Quais benefícios ele trouxe para sua vida?
E.P: Me deixa tranqüila. Quando termino as aulas (faço de segunda a sexta) me sinto aliviada, leve…

MTM: Por que você indica o Muay Thai para as mulheres?
E.P.: Porque é uma luta q mexe com todo o corpo. Meu corpo deu uma moldada em curtíssimo tempo. Não gosto de musculação, mesmo nunca tendo feito.  Vi um resultado rápido no Muay Thai. Inclusive, pra mim, é também uma terapia.

MTM: Eliane Peixoto, muito obrigada pelo seu depoimento. Mil beijos!
E.P.: Bj,bj,bj,bj,bj,bj,bj,bj,bj,bj,bj,bj…

Viu? Mais uma que aderiu aos encantos e benefícios dessa atividade física fantástica! Você pode conferir o trabalho da Eliane, de segunda à sábado, das 6h às 9h da manhã, no Show do Antônio Carlos, na Rádio Globo (AM 1220 e FM 89,3).

E você? Quer dar seu depoimento também ao Muay Thai Mulher? Deixe seu comentário que eu entro em contato!

Tem gente que adora fazer. Se estica toda, põe perna para um lado, corpo para o outro. Dobra a coluna toda. Consegue ficar em qualquer posição sem esboçar qualquer expressão de dor. Você olha e jura que este ser totalmente flexível trabalha no Cirque du Soleil e está ali na sua frente só pra te provar que sua flexibilidade é uma negação.

Mas, ainda bem, essas pessoas não são maioria e o resto dos seres humanos que frequentam a academia devem ser como você e eu; ou seja, até conseguem dar uma esticadinha, mas com certo sacrifício e sem muito prazer.

Ainda que seja difícil e que as expressões de dor se manifestem em suas faces, muitos atletas amadores fazem suas sequências de alongamento. Atletas profissionais têm obrigação de fazer. Muito provavelmente, você já deve ter visto depois dos jogos (no vôlei tem muito isso), os jogadores voltando à quadra para fazer alongamento. Não, não é à toa. Existe uma razão para isso.

Posições de Alongamento.

Alongamento.

Não existe um consenso sobre se o alongamento deve ser feito antes e depois, ou só antes ou só depois, de qualquer atividade física, mas esta pessoa que aqui escreve para o Muay Thai Mulher pode dizer, por experiência própria: o ideal é fazer antes e depois.

O alongamento é fundamental: antes, para preparar seu corpo para uma atividade; e depois, para que ele relaxe do exercício intenso. Normalmente, as séries iniciais são um pouco mais longas e mais variadas, exatamente para que seus músculos se soltem e consigam ter um melhor desempenho. Já ao final, a série deve ser mais curta, menos intensa e mais voltada para a transição da intensidade para  o descanso.

Como já relatei aqui, eu malho e pratico Muay Thai há muitos anos e tenho a mesma rotina de treinamento (não de exercício); ou seja, vou para o trabalho, vou para a academia, malho, faço Muay Thai ou corro e faço aula de abdominal. Neste processo, durante muito tempo, me alongava durante uns 20 minutos antes de começar qualquer coisa e, depois de tudo, fazia mais uma série de uns 10 minutos. Era chato… É chato. Eu não tenho muita paciência para fazer alongamento, confesso. Mas fazia. E não tinha lesões.

Acontece que o tempo passa, a gente envelhece e precisa se cuidar mais para não se machucar. Porém, da mesma forma, quando se entra nessa rotina e se malha com intensidade, uma hora você acaba se tornando negligente e acha que pode cortar algumas etapas e não afetar em nada seu rendimento. Só que isso não é verdade. O alongamento foi o que eu achei supérfluo e me dei mal.

Já faz alguns meses que só faço alongamento nas aulas de Muay Thai, mas ainda assim, chego atrasada no treino e perco boa parte do aquecimento. Sabe o que eu ganhei com isso? Uma lesão na virilha que está me impedindo de treinar direto. Há umas duas semanas, dei um chute alto sem estar devidamente preparada e senti um incômodo. Não liguei e continuei treinando. Nos dias seguintes, continuei com a dor, até que me machuquei mesmo.

Por isso, meu conselho hoje é esse: não deixe de alongar, nem de se aquecer. Mesmo que você não goste, que ache monótono, não fuja dele! Faça e evite ganhar, de graça, uma lesão como eu ganhei!

E você? Gosta de fazer alongamento? Como é o aquecimento no seu treinamento? Compartilhe!

Fato! Estou dolorida…

Meninas, aqui vai um conselho (eu sei que se fosse bom, a gente vendia, não dava, mas esse vale!): se seu mestre disser para você fazer ‘luva’; ou seja, um treininho de luta, não recuse. Faça a maior quantidade possível!

Digo isso, e sem nenhuma desonra a minha graduação e aos meus nove anos de Muay Thai, porque eu mesma estou há muito tempo sem fazer esse tipo de treinamento. Já bati e apanhei muito e, como relatei anteriormente, faço boxe tailandês para melhorar meu condicionamento e minha forma física. Fazer luvas para mim sempre foi um tormento, simplesmente por que eu não gosto de bater e sei que posso ser bem ‘cavalinha’. Então, para  não machucar, acabo só me defendendo (e, vamos combinar, minha esquiva não é lá essas coisas) e, às vezes, tomo uma ou outra pancada sem necessidade.

Eu curto a aula. Curto ajudar meu mestre (quando ele precisa) a ensinar os outros alunos e, principalmente, as alunas  – porque elas confiam em mim (ver, no Muay Thai, uma mulher com uma graduação alta estimula). Mas, realmente, esse tipo de treino nunca me deixou à vontade. Porém, meninas, é necessário.

Como estou há muitos e muitos meses mesmo sem fazer luvas, ontem, meu mestre achou por bem que eu devia dar uma treinadinha, afinal de contas, como grau preto, devo ser um exemplo. O treino foi só mão, ou seja, nada de chutes, joelhadas ou etc, porque estou com uma lesão chata na virilha que está me atrapalhando, mas, ainda assim, fui lá eu treinar com meu companheiro de aula o Marcelo. Ah! Com um homem, sim… Mesmo machucada, meu mestre não me perdoa.

Gente, como estou fora de ritmo! Não foi um horror tremendo, mas vi como meu corpo está lento, com reações morosas e com agilidade duvidosa. Além disso, meu fôlego acabou logo. Bem, isso sem contar com a dor que estou hoje na lombar, nos ombros e nas costas. É preciso entender que um treino para luta é muito diferente de uma aula normal. Mas, é preciso que a gente exercite esse ‘tempo de rounds’.

Enquanto estava treinando, eu mesmo me xingava por estar há tanto tempo sem fazer esse tipo de movimentação. Desde que me tornei preta, meio que relaxei. Enfim… Meu conselho, portanto, é: não deixem de treinar luvas. Sem pânico, sem medo, sem estresse. Ninguém vai lutar com você de verdade. É apenas uma movimentação, mas é uma atividade que pode fazer a diferença nos seus ganhos físicos.

Você gosta de fazer ‘luva’ ou prefere os exercícios de movimento com os equipamentos? Conta aí!